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3º e 4º pav. prédio B - colégio loyola

local

Belo Horizonte - MG

ano (projeto/conclusão)

2021/2022

fotos

André Miguel Coronha

colaboradores

Naiara Valéria; André Miguel Coronha;

Qual o objetivo dos espaços que servem a escola? Corredores, pátios, varandas são apenas locais de passagem ou são também espaços de aprendizado, assim como as salas de aula?

O quarto pavimento de salas de aula do Colégio Loyola em Belo Horizonte era marcado por espaços engessados, com um grande corredor que dava acesso às salas e um auditório, pequenas portas e uma grande quantidade de armários na frente das salas, tornando o local pouco interessante e convidativo.

O objetivo do projeto era dar ao pavimento um carácter mais jovem e contemporâneo, usando o corredor como espaço de encontro e aprendizado. Locais que poderiam funcionar de formas diferentes dependendo da demanda do colégio.

O pavimento da sala de aula fica localizado no bloco B do Colégio Loyola em BH, edifício de mais de 80 anos e que tem volumetria e fachadas tombadas. Para conservar essa história o projeto procurou manter e revitalizar os revestimentos encontrados no andar: granilite, ladrilho hidráulico e os mármores.

No projeto o layout das salas foi repensado; seus tamanhos foram reduzidos para possibilitar a criação de um pátio entre salas e auditório. A ideia era criar um ponto de parada no corredor, uma “outra sala de aula”, aberta à apropriação dos alunos. Esse espaço além de funcionar como aprendizado e descompressão também se comunica com o auditório por uma série de portas acústicas que pivotam e correm, transformando o local em uma plateia para determinadas programações da escola. Esse palco com duas frentes também gera mais possibilidades de apropriação por parte da instituição.
No corredor, como também deveria assumir um caráter de espaço de estar, foram dispostos diversos mobiliários de polietileno e brises verticais que são capazes de controlar a entrada de sol para corredor e salas de aula.

Criar maior permeabilidade e diálogo das salas com o corredor era outro ponto fundamental no projeto. Para isso as paredes foram suprimidas, deixando as estruturas aparentes e criando uma marcenaria a partir dos módulos de escaninhos existentes, intercalados com portas de vidro, para acesso das salas e “respiros”, que seriam partes de vidro com assento para o corredor.
A parte interna dessa marcenaria foi executada em lousa, possibilitando a utilização da sala em vários layouts diferentes.
Os locais onde as paredes foram suprimidas tiveram o chão pintado com epoxi amarelo, marcando uma parte da história do local que agora foi modificada.

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