Por uma arquitetura, líquida.


Líquido: diz-se do corpo cujas moléculas, dotadas de extrema mobilidade, fazem-no tomar a forma do recipiente que o contém.

O líquido não possui uma forma definida, é receptivo ao novo, à transformação. Sua forma é definida pelo que o envolve, assumindo contornos inesperados que podem se modificar com o tempo. Os sólidos, por outro lado, possuem formas pré determinadas, dificilmente se remodelam ou transformam; quando acontece, fragmentam-se em diversas partes.


Zygmunt Bauman se utiliza desses conceitos em sua teoria da modernidade líquida, período onde a efemeridade dos valores e relações passam a se fazer presentes, onde a facilidade da desconexão reforça a ideia de que nada é feito para durar. Essa é a sociedade contemporânea do autor, um estado frágil e temporário onde pessoas e espaços são incapazes de manter sua identidade por muito tempo.


A vida líquida se faz, portanto, como uma sucessão de reinícios. Diariamente vivenciamos eventos e acontecimentos que não foram inicialmente planejados, e que rompem assim com a ideia original do espaço. Desde a apropriação de uma escada como arquibancada, à utilização de uma avenida para manifestações políticas, entendemos que espaço é possibilidade e oportunidade, que necessita se especializar e ganhar novas definições.


A partir disso, entendemos que a ideia de espaço imutável, desse espaço sólido, vem cada vez perdendo mais seu sentido, não devemos continuar (re)produzindo padrões que criam espaços sólidos, com as mesmas características passadas. O planejado deve se sobrepor ao inconstante, os espaços devem se desenvolver com a flexibilidade do nosso tempo e o processo projetual deve acontecer de maneira colaborativa em um campo multidisciplinar.


Arquitetura líquida significa romper com o comum, se moldar a diferentes usuários, a diferentes cotidianos, necessidades e desejos, diferentes locais, climas e ambientes, materiais, natureza e vidas. Uma arquitetura líquida é multifuncional, são espaços que conseguem se flexibilizar, alterar suas propriedades e funções. É não dar ouvidos ao “único jeito é esse”, dar oportunidade de materiais se tornarem outros e absorverem funções não programadas, é inovar, criar e re(criar) e ser sustentável.


O ARQ LIQ, Ateliê de Arquitetura Líquida, nasceu a partir desses ideais, com a vontade de tornar a arquitetura mais interativa, fluida e elegante, voltada para cada indivíduo, usuário do espaço. Valorizamos a experimentação projetual ousada, a importância da concepção estrutural, as soluções construtivas e o seu orçamento. Nos preocupamos com o impacto de todos os projetos, na sua inserção no entorno ou requalificação, tratando todos com igual carinho, independente de sua natureza ou escala.

Queremos nos reinventar constantemente, em cada nova proposta, junto com nossos clientes, desenvolvendo cada particularidade, cada sonho! Aceitamos o convite de nos moldar a cada novo desafio, criando projetos dinâmicos, sustentáveis, contemporâneos e inovadores! Aqui nossa maior inspiração é você, e juntos, desenvolvemos projetos para se adequar ao seu cotidiano, e é claro, com a sua cara!


Uma arquitetura líquida é uma jornada, é um processo, e você é nosso convidado, venha conhecer o nosso trabalho.



TRANSBORDE-SE !


Bibliografia:

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2001.

VIEIRA, André. Do uno ao múltiplo - Arquitetura interativa/colaborativa nos vazios urbanos. REVISTA CES/JF, 2016.

Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square